S07E04 – Spoils of War

Parece que S07E04 – The Spoils of War trouxe o que muitos fãs de As Crônicas de Gelo e Fogo queriam ver nas telas.

Daenerys montada em Drogon enfrentando exércitos pelo Trono de Ferro.

Falarei sobre essa batalha fantástica, mas também abordarei os outros núcleos que trouxeram informações que me animaram e outras que me incomodaram. Porém, tratarei delas em ordem cronológica como sempre.

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Antes de iniciarem a leitura, peço que deem uma olhada no meu projeto Drunkwookie no Padrim. Caso decidam ser madrinha ou padrinho do site, seria fantástico. A contribuição servirá para o Wookie continuar no ar e melhorar cada vez mais.

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O episódio se inicia praticamente de onde parou o episódio anterior.

Os espólios de Jardim de Cima foram tomados (ouro e grãos) e agora seguem sob os cuidados dos exércitos Tarly e Lannister em direção à Porto Real.

Os detalhes nos brasões são impressionantes. Gosto desses acertos da HBO.

Brasão da Casa Tarly

Nos diálogos dessa cena fica claro que o dinheiro tomado dos Tyrell será usado para pagar o Banco de Ferro e Bronn relembra Jaime de que ainda não recebeu o castelo que lhe foi prometido.

Entretanto o mais interessante nessa cena é perceber que Jaime Lannister envia Bronn, Randyll Tarly e filho para acelerar o processo de recolher as novas colheitas dos agricultores nos domínios da Campina.

Eu já havia comentado que são nos pequenos diálogos que a série decidiu mostrar as passagens de tempo.

Algumas vezes não funciona, entretanto nesse episódio funcionou muito bem. Quem assistir com atenção uma segunda vez, verá que sempre há um diálogo ou situação que serve para nos indicar a passagem de tempo.

Se pararmos para pensar que Bronn passará em fazendas da Campina, acelerando a entrega das novas colheitas, dá para imaginar que isso demora um pouco para acontecer, o que  justifica (e dá tempo suficiente) a presença de Daenerys no final do episódio.

Agora vamos para Porto Real. Tycho e Cersei conversam sobre finanças, pagamento de parcelas, juros e futuros investimentos.

Parece que dothrakis e dragões não são suficientes para amedrontar Cersei. Achei isso muito bom. Em nenhum momento ela retrocede.

E quando Cersei cair, pois vai cair, tenho certeza de que nos lembraremos dela como uma boa jogadora nos Jogos dos Tronos.

Eu comecei essa temporada acreditando que o Trono de Ferro estava ali, fácil para ser tomado por Daenerys. Mas me enganei. As estratégias de Jaime e Cersei, até este momento do episódio estão dando certo.

Agora em Winterfell vemos Petyr Baelish e Bran (não-mais-Bran) Stark. A adaga é o elemento nostálgico desse episódio.

Petyr como sempre, usando as palavras para mover as peças como quer. Porém, duvido que dessa vez funcione.

Aqui eu tenho uma crítica a fazer.

Se por um lado Bran citar “Caos é uma escada” nos faz achá-lo fodão, por outro me faz questionar a extensão de seus poderes.

Acho que essa onipresença e onisciência que Bran adquiriu ao se tornar o Corvo-de-Três-Olhos só tem justificativa se ele realmente abrir mão das questões mundanas de Westeros, e se focar na ameaça dos Caminhantes Brancos.

Ser alguém capaz de ver tudo o que já foi feito e já foi falado, (seja perto de uma árvore-coração ou até mesmo longe delas) o torna muito poderoso e isso é capaz de estragar a trama como um todo. Falarei e explicarei melhor minha opinião sobre isso na outra cena dele, com as irmãs.

O que me anima, ainda que a cena seja triste, é que parece que Bran Stark não vai ligar mais para as coisas cotidianas ao seu redor.

Aqui, com Meera, ela deixa claro que Bran Stark já não mais existe. Agora ele é o Corvo-de-Três-Olhos.

Ainda em Winterfell, vemos o retorno de Arya.

O reencontro é bem parecido com o reencontro com Bran Stark. Acho que estávamos com mais saudades de ver os irmãos juntos do que os próprios irmãos. Todavia, acho que acontece dessa forma para mostrar que eles são outras pessoas agora, que mudaram com todas as adversidades que tiveram que enfrentar, desde a morte do pai.

Aqui Bran reencontra Arya. O reencontro parece um pouco, só um pouco, mais caloroso.

Sobre a onisciência de Bran, ele viu Arya na estalagem do Torta-Quente, sabe da lista dela e sabe que ela seguia para Porto Real. Sendo assim, a HBO optou por mudar o alcance do poder de Bran que vimos nos livros.

Nos livros, até então ele pode ver tudo o que os rostos dos represeiros viram no presente e no passado.

Já na série ele passa a ser alguém capaz de estar em qualquer lugar do passado.  Dessa forma, várias conjecturas acabam passando pela cabeça.

Alguém assim como Mão da Rainha, traria um reino de paz e controle total.

Alguém assim pode encontrar mentirosos e traidores em qualquer lugar de Westeros.

É por isso que gostaria que ele não se envolvesse nas tramas políticas de Westeros, pois seria fácil para ele desmascarar, por exemplo, Mindinho ou Varys.

No caso de Mindinho,  isso tiraria toda a bela oportunidade que a série tem de vermos uma Sansa capaz de superar a mente de Petyr, dar a volta por cima, e desmacará-lo.

Vamos para Pedra do Dragão para vermos Jon e Daenerys interagindo novamente. Se você achou que veríamos uma cena nostálgica, que lembraria Jon e Ygritte em uma caverna, se enganou.

Pinturas nas paredes recontando a historia dos Homens e Crianças da Florestas, unidas contra os Caminhantes Brancos. Acho que depois disso, Daenerys acredita em Jon. Não é possível que ela precise de mais provas.

A questão de Jon se ajoelhar ainda é um problema, mas sempre que está sendo discutida, algo acontece. Dessa vez, as más notícias fizeram ela deixar de lado o assunto.

Daenerys não quer mais seguir os planos inteligentes. E ter três dragões adultos faz essa espera e planos estratégicos insuportáveis de se seguir.

Ela ouve Jon Snow e não vai para Porto Real. Mas vai para a Campina!!!

De volta à Winterfell temos a bonita, bem coreografada e sem sentido cena de Arya e Brienne.

A falta de treino e a vontade de enfrentar alguém que derrubou o Cão de Caça é motivos suficiente para se mostrar? Talvez.

Entretanto, o estilo de assassina que Arya aprendeu com Jaqen vai contra essa demonstração pública de habilidade.

Porém, a cena empolga! Ver Brienne lutando é sempre divertido.

E de volta outra vez à Pedra do Dragão (os núcleos menores e agora aglutinados dá mais agilidade para o desenvolvimento da trama) vemos a chegada de Theon.


Finalmente Jon Snow mostrando a emoção certa na fisionomia ao dar seu recado à Theon! O que Theon fez à Winterfell é imperdoável! Somente alguém criado por Ned Stark para ter uma postura dessa.

Percebam que houve passagem de tempo aqui. Davos e Jon iniciam a cena descendo as escadarias, conversando sobre Daenerys e depois encontram Missandei. Isso mostra que não é continuação direta da cena que vimos Daenerys na praia.

Passou-se um tempo. Tanto que Jon diz à Theon que a Rainha se foi.

E finalmente vamos para o momento mais esperado da resenha. Ao menos para mim, esse era o momento mais empolgante que estava querendo escrever!

Começando pelo relevo. Esse lugar lembra muito o velho oeste americano, e deu muito certo ao vermos os dothrakis avançando, como índios norte-americanos. Ficou muito bom!

Quero chamar a atenção de vocês para o diálogo de Randyll Tarly e Jaime Lannister antes da batalha.

Lembram que Randyll, Dickon e Bronn estavam forçando fazendeiros à entregarem as novas colheitas? Então. Tudo isso aconteceu e um pouco mais. Randyll diz à Jaime que o ouro já está seguro em Porto Real. Logo, ele escoltou a carroça de ouro até Cersei e voltou.

Ou seja, muito tempo se passou. Percebam que os soldados estão tranquilos. Sendo assim, acredito que a chegada de Daenerys e os dothrakis em momento algum pareceu “mágica” ou “teletransporte”. Nesse episódio não tenho do que reclamar sobre a narrativa. O roteiro cuidou bem da passagem de tempo, nos dando elementos sutis que tratam sobre a passagem do tempo.

Pouco antes da batalha, Bronn, Dickon e Jaime falam um pouco sobre a guerra. O mercenário deixa claro que está acostumado com isso desde os 5 anos. Daí podemos conjecturar o quanto Bronn sabe sobre guerras e mortes.

Logo somos surpreendidos com o som de cascos! Em seguida temos a movimentação dos exércitos, a loucura Dothraki.

Tudo isso já seria lindo o suficiente de se ver na tela! Mas era dia de mais! Teríamos Drogon! E quando ele aparece… É Glorioso!

Dracarys!

E assim finalmente, vimos na TV o que significa Sangue e Fogo.

Não se vê algo nesse nível em uma série televisiva! Martin sempre disse que seus roteiros para cinema sempre era grandiosos, e nunca havia verba para encenar tudo aquilo. Se deixar todos os problemas e adaptações de lado, tenho certeza que Drogon como foi mostrado em S07E04 foi digno de G.R.R.Martin.

As mortes, homens berrando em chamas, corpos calcinados sendo espalhados pelo vento! Dothrakis se aproveitando do desespero para furarem as desorganizadas linhas defensivas dos Lannister.

Se antes os dothrakis tinham medo de atravessar o mar, hoje nem o fogo eles temem.

As coreografias da batalha estava sensacional. Homens pulando dos cavalos e passando seus arakhs em gargantas. Flechas, lanças, escudos, cavalos.

Uma batalha digna de Martin, digna de Cornwell, digna de grandes nomes da Fantasia! Cada quadro parecendo uma pintura! Lindo demais!

Me surpreendeu Jaime ter um Escorpião (a balestra desenvolvida por Qyburn) em seu comboio.

Mas não era de todo inesperado. Randyll Tarly questionou isso na sala do Trono, perguntando como seria possível enfrentar Daenerys e seus três dragões. É compreensível que um Escorpião seguiu com eles para ajudar na decisão do Tarly em ficar do lado de Cersei.

Podemos ver Tyrion triste ao ver Lannister e westerosi sendo massacrados daquela forma. A preocupação dele com Jaime é tocante, e quero muito estar certo! Quero ver Tyrion defendendo o irmão perante Daenerys, quando o capturarem.

[…] quando Jaime Lannister entrou na arena, montando um elegante cavalo de batalha baio puro-sangue, que trazia uma cobertura de cota de malha dourada, e Jaime cintilava da cabeça aos pés. Até a lança tinha sido feita com a madeira dourada das Ilhas do Verão. A Guerra dos Tronos, capítulo 30 – Eddard VII

E aqui um momento épico. O quase-duas-vezes-Regicida, Jaime Lannister cavalgando em direção à Daenerys, sem se importar com o dragão monstruoso. A única coisa brilhante aqui é a mão!

Seria essa uma atitude louca, pautada no amor pela irmã, no instinto de sobrevivência, ou pautado na defesa do povo de Westeros?

Se ele foi capaz de apunhalar um Targaryen que queria queimar uma cidade toda, porque não apunhalar outra Targaryen que está incendiando seus homens?

Bronn o salva um instante antes do sopro de Drogon calcinar o Regicida!

Bronn brilhou, assim como na Batalha do Água Negra. Motivado pelas promessas do Lannister, ele mostrou que merece ganhar seu castelo.

Aquele salto suicida só aconteceu porque Bronn perdeu sua pequena fortuna. Com Jaime morto, ele nunca receberia uma moeda sequer de Cersei. Um verdadeiro Mercenário!

Eles caem na água. Mesmo estando na margem caem em um local profundo… Mas quem se importa se a cena é tão poética e vigorosa?

O episódio acaba em um silêncio absurdo. Mas ainda era possível ouvir os rugidos do dragão, os gritos de dothrakis jubilosos na batalha e os berros dos westerosi queimados vivos.

Bem… Essa resenha só me deu vontade de ver essa batalha novamente!

Se eu pudesse nomear dessa batalha, seria “A Batalha do Quase-Duas-Vezes-Regicida”.

E vocês o que acharam do episódio?

33 Comentário

  1. Ricardo Ricardo
    7 de agosto de 2017    

    ”Nos livros, até então ele pode ver tudo o que os rostos dos represeiros viram no presente e no passado.”

    Comentario mais importante da resenha!!! acho muito estranho mesmo o Bran poder ver tudo e todos em qualquer lugar e tempo
    E quando ele entrega a adaga para Arya, ele influencia o futuro de Westeros, provável que Arya mate Mindinho com essa adaga!!!

    Quanto ao resto do episodio gostei muito, parabéns pela resenha!!! Só achei q faltou você comentar sobre o ferimento em Drogon, pela promo do próximo cap ja deu pra ver q esta tudo bem, porem percebemos tambem que os dragões não são invencíveis e acho que Tyrion e Daenerys vão se ligar disso tambem!!!

  2. Leo Leo
    7 de agosto de 2017    

    Muito bem, qualidade como sempre… por acaso alguem te passou o episódio antecipado pra voce ter mais liberdade na escrita? kkk

    • 8 de agosto de 2017    

      Me passaram, mas a qualidade estava péssima. Como esperei um ano inteiro para ver a série, decidi esperar qualidade em HD hehehehe
      A resenha até que demorou, na minha opinião mas havia começado escrever de madrugada.

  3. Brunno Brunno
    7 de agosto de 2017    

    O que vc ta achando do Bran, acho que na verdade o Corvo fez foi tomar o corpo dele

    • 8 de agosto de 2017    

      Acho que nos livros o Corvo de Tres Olhos tentará tomar o corpo dele. Mas na série não. Esse é Bran mesmo.

  4. Rouland Braña Rouland Braña
    8 de agosto de 2017    

    Esse episodio foi glorioso. Curioso pra saber o que vai acontecer com Jaime agora.

  5. Digo Digo
    8 de agosto de 2017    

    Uma das melhores partes foi o bran dizendo que o caos é uma escada, se referindo a uma fala do mindinho na 3° temporada, na minha opinião a fala dele foi para mostrar ao mindinho que ele sabe de tudo e de todos, ele falando e deixando o mindinho sem jeito foi épico, a batalha então sem palavras como você mesmo descreveu drunk , foi maravilhosa , cheia de sangue e de momentos tensos como deveria ser, parabéns pela resenha e sempre continue assim. Abraço

  6. Lindsay Itaboraí Lindsay Itaboraí
    8 de agosto de 2017    

    Bela resenha Drunk, mas não concordo com sua crítica a onipresença do Bran.

    O livro “O cavaleiro dos Sete Reinos” já havia mostrado essa extensão de poder no Brynden Rivers, “Mil olhos mais Um”, visto que ele não necessitava apenas das arvores para ver, e sim usava todos os corvos do reino. Então acho plausível ele ver coisas além das árvores.

    Outra coisa, sobre a referência que você fez ao velho oeste… Então, você já assistiu a série Marco Polo? Achei a horda Dothraki muito inspirada nos exércitos mongóis, cabelo, figurino e até estilo de luta.

    No mais é só agradecer pelo seu trabalho, e esperar pelo próximo episódio.

    • 8 de agosto de 2017    

      Ele usar corvos é uma coisa, ele estar presente em cada momento “do passado”é outra. Bran não tinha acesso aos corvos quando Mindinho disse que “Caos é Uma Escada”, e nem poderia saber da lista na mente de Arya. São essas as minhas críticas pautadas na “onisciência”de Brn. Brynden era Mestre dos Sussurros e sim, estava em muitos lugar, porém sempre na pele/penas de um corvo.
      Ver o passado só é possivel 9até então, nos livros) através dos represeiros.

      • Lindsay Itaboraí Lindsay Itaboraí
        8 de agosto de 2017    

        Colocação perfeita “Bran não tinha acesso aos corvos….” mas Brynden tinha… Agora ele não é mas Bran, ou Brynden, é o Corvo de Três Olhos… Imagino que Bran agora tem a consciência e a memória de todos os outros que foram O Corvo antes dele (“Eu lembro como era ser Bran Stark”)…

        E como você mesmo supos em suas teorias que lí lá em 2013, o Corvo já vem observando a família Stark há anos (o porque ainda não temos certeza). Sendo assim, as memórias estão lá, mesmo que tenho sido O Corvo anterior quem estivesse observando.

        Não que eu acredite 100% no que estou dizendo, mas é só para mostrar como isso que a série está mostrando não seria inviável.

        • 8 de agosto de 2017    

          Então. Eu sempre imaginei que Brynden observava a família através de corvos. E sempre estava vendo informações no presente. Minha reclamação sobre Bran é ele ver coisas do PASSADO, que não estão na frente de árvores-corações. Agora, se for dito que esse poder condensa a memória de todos antigos corvos-de-três-olhos, tudo bem. É que eu acho uma forma capenga de fazer Bran saber de tudo. Parece até que ele lê mentes. isso me incomoda demais.

          • Lindsay Itaboraí Lindsay Itaboraí
            8 de agosto de 2017    

            Concordo, ele ficou meio professor xavier… Só falta raspar a cabeça xD.

      • Rafaela Rafaela
        8 de agosto de 2017    

        Eu entendo que Bran possa ver algumas situações do presente não apenas através dos olhos das árvores ou dos corvos, mas de algumas pessoas e até de alguns lugares.
        Sonhar com a irmã “orando” uma lista pode ter feito parte dos sonhos do presente, não necessariamente do passado. Bran também sonhou com o pai quando este morreu, então não poderia sonhar com Arya?
        Mas o lance do “caos é uma escada” realmente torna o personagem absurdamente poderoso e isso pode até estragar a trama. Mindinho não tinha ligação alguma com Bran e não disse isso pra ninguém ligado a ele. Nada que justifique saber o que ele disse.

    • 8 de agosto de 2017    

      Eu também pensei nos mongóis. Os arcos curtos, sendo disparados de cima dos cavalos é uma tecnica mongól muito bem-sucedida. Uma trilogia muito boa que mostra bem isso, é a O Conquistador, escrita por Conn Iggulden. Li os dois primeiros volumes.

      • Jobson Jobson
        8 de agosto de 2017    

        Off-Topic: Não poderia deixar de assinar embaixo!!! essa série “O Conquistador” é fascinante!!!
        E depois que você lê, dá raiva da série Marco Pólo. A propósito, são 5 livros .

        • 8 de agosto de 2017    

          São 5? ME enganaram Hahhaahah. So tenho 3

  7. Felipe Silva Felipe Silva
    8 de agosto de 2017    

    Bom, realmente foi um episódio incrível. Em questão de ação digno de blackwater, batalha na muralha e batalha dos bastardos. Sim, concordo com você, souberam passar o tempo ou pelo menos acertaram desta vez. O que não aconteceu no Bran, do nada ele virou o corvo que tudo vê, e do nada ficou frio. Talvez tenha sido a passagem pela muralha que fez isso. Lembrando que depois da porta ele encontrou Bejen e não foi frio como está sendo com os irmãos. Precisava de uma passagem, se ouve, não percebi. Já a Arya é natural querer se mostrar. A dança dela na lutar com a Brienne lembrou Sírio Forel e os seus treinos de dança. Sansa me pareceu abismada com a agilidade da irmã, se não invejosa. Sobre o Bron salvando o Jamie, gostei de seu argumento, também me pareceu o Bron, mas minha irmã repetindo a cena, percebeu o cabelo curto do Salvador, abrindo uma possibilidade de ser Dickon Tarly. Contudo, nesta cena eu torci pro Jamie morrer queimado, lembrei das palavras do rei louco: queimem todos! Kkk

  8. João Paulo João Paulo
    8 de agosto de 2017    

    Acha que uma das traições em relação à Dany pode vim de Daario? Com o ouro a Cersei pode contratar mercenários, ele pode estar incluso, ou seria pouco provável?

    • 8 de agosto de 2017    

      Acho bem provável. Saberemos mais sobre Daario, assim que Jorah encontrar Daenerys

    • Rafaela Rafaela
      8 de agosto de 2017    

      Pensei nisso quando mencionaram a companhia dourada.
      Será que Daario poderia ter algo a ver?

      • Isabela Isabela
        8 de agosto de 2017    

        Nas leituras dos livros eu sempre penso no Daario como um possível homem sem rosto. Tem um encontro deles que a Arya serve como copeira, e tem um homem que ela descreve como bonito, sempre penso que pode ser o Daario contratado para aprender mais sobre os dragões e formar de matar eles…
        Mas acho que na série é bem capaz dele aparecer no exercito contratado pelos Lannisters

  9. Felippe Felippe
    8 de agosto de 2017    

    Drunk, minha critica ao Bran é exatamente essa se ele sabia as palavras do Mindinho, como nao tocou no seu passado, como ele não sabe o que lhe aconteceu isso para mim ficou meio sem sentido, se ele sabe que tudo começou por causa daquela adaga aquele momento sem expressão não fez sentido. E eu acho sim que o O Corvo pode ter ficado em sua mente porque houve uma mudança muito brusca em seu comportamento, apesar das passagens de tempo ele superou muito os poderes.
    Ah cara do Mindinho vendo Arya treinar foi de surpresa e ele percebeu o momento que Sansa não gostou muito e parece perceber uma brecha pra manipular as peças do jogo e vou além será que não há “boatos” nas Terras Fluviais de uma garota Stark que mudou de rosto e assassinou todos os importantes Freys, ele sabendo disso poderia querer acabar com Arya antes que estrague seu plano., Sansa por sua vez alem da surpresa é claro, fez uma cara de repulsa, me deixou um pouco intrigado, ficou feliz pela volta da irmã mas não de como ela voltou.
    Batalha sensacional e o Drogon perfeito exatamente como eu li no livro e como imaginei, pena que os seus dois irmãos não tenham tanto espaço na serie como deveria, e os detalhes de cada um que me fazer sentir falta, se o Drogon é perfeito, os outros dois deixam a desejar, acredito que o Tyrion irá pensar em como proteger os dragões, na minha cabeça tentaria equipar os dragoes com aço.
    E por fim acredito que veremos sim o dragão de gelo, mas não saindo da muralha e sim um dos 3 dragões morrendo e o Rei da Noite transformando em um Dragão Zumbi.

    Abraços Drunk bela postagem

    • 8 de agosto de 2017    

      Eu não acho que Brynden está na mente de Bran. Acho que Bran está assim por que percebeu a grandiosidade de tudo, e o que o seu novo poder pode alcançar, o que faz com que pequenas coisas mudanas não importem mais.

  10. Rafaela Rafaela
    8 de agosto de 2017    

    Gosto do Jaime mas o episódio anterior tirou um pouco do gostinho de Game of Thrones onde os personagens que amamos realmente morrem.
    Acho que teria sido uma excelente hora pra ele ter morrido, tentando matar pelas costas outro Targaryen em defesa da sua amada Rainha Louca (talvez seu povo, não sabemos) e sendo queimado, o que ele tentou tanto evitar.

  11. 8 de agosto de 2017    

    Drunk só uma coisa que faltou, a arma do Qyburn se chama “Escorpião”, não sei se faz alguma alusão a Oberyn, mas escorpiões tem veneno, e com certeza aquela lança que acertou Drogon tem, eu acho que isso vai ser o que vai unir Daenarys e Sam, ele vai ler sobre isso nos livros da cidadela e fechar a trama com Danny

    • 9 de agosto de 2017    

      A arma se chama escorpião nos livros. Ao que tudo indica foram os dorneses que usaram contra dragões. E sim, eles tem estreita relação com a arte de envenenar. Mas acho que os dragões são bem resistentes à venenos

  12. Marcello Marcello
    8 de agosto de 2017    

    Eu sou meio desatento aos detalhes, mas, por que os outros 2 dragões não estavam no episódio? Não seria mais fácil atacar com os 3? Se um só já fez todo esse estrago, imagine a família toda. Passa por minha cabeça agora, lendo os demais comentários, que talvez seja mesmo possível que, por conta do ferimento, possivelmente por veneno, Drogon venha a tombar e vir a ser “recrutado” pelo Rei da Noite. Aí, teriam que contar com os outros dois pra dar conta do Dragão de Gelo, que é maior que os irmãos.

  13. anon anon
    8 de agosto de 2017    

    ”Nos livros, até então ele pode ver tudo o que os rostos dos represeiros viram no presente e no passado.”

    Nos livros ele AINDA não é o corvo de três olhos

    • 9 de agosto de 2017    

      Sim, ele ainda não é nos livros. Mas em nenhum momento fica claro nos livros que o próprio Corvo-de-Tres-Olhos pode ver o passado sem ser pelos rostos dos represeiros. Ou seja, essa informação de que ele é onisciente e onipresente não existe no livro, e acredito que não existirá. Seja ela apenas Bran, seja Corvo de tres Olhos.

  14. Lucas S. Lucas S.
    9 de agosto de 2017    

    Belo episódio, foi um verdadeiro épico.

    E bela resenha Drunk.

    No mais, a cena final foi impactante e gloriosa. Fazia tempos que eu não via um cena com dragões tão magnífica. A última foi com o querido Smaug em o Hobbit. Uma coisa que estranhei foi a ausência dos outros 2 dragões, sendo que eles não aparecem ou eu não percebi no núcleo de Dragonstone, no momento em que Theon desembarca na praia.

    Sobre o Drogon, ele está crescido e o hálito como nunca o lhe deixa em falta e bem que ele poderia ter usado o rabo para atacar o Jaime e me pergunto se sobrará alguém desta campanha Lannister para contar história, como os Tarly.

    No caso do Bran eu acredito que o seu poder de onisciência pretérita e presente se deva ao Brynden, que talvez tenha lhe mostrado o que fizeram contra ele no passado. Como Bran a cena de nascimento do Jon por intermédio de Brynden, talvez o antigo corvo o tenha levado ao passado para ter ciência sobre os que conspiraram com os Starks. Acredito que essa seja a hipótese mais plausível. E uma das coisas que me intrigam é que até agora ele não falou nada sobre o Jon ter conseguido êxito no encontro com Daenerys para suas irmãs. Ou ele não sabe do êxito de que Jon irá extrair vidro de dragão ou ele escolhe muito bem o que irá revelar, se tornando o jogador mais promissor de Westeros.

    • 9 de agosto de 2017    

      Na verdade foge de jogador promissor. Passa a ser o único jogador, uma vez que ele pode ver tudo, estar em todo lugar, no presente ou no passado.

      Esse poder que me incomoda.

      • Lucas S. Lucas S.
        9 de agosto de 2017    

        Mas Drunk, de novo reafirmo.

        A possibilidade maior seja de que Bran tenha visto o passado por intermédio de Brynden tal qual a parte em que Jon nasce ou quando Hodor se traumatiza com a sua morte. Acredito que Brynden tenha mostrado as tramas de Westeros a Bran e o seus jogadores para que este, quando saísse da caverna soubesse do estado de Westeros e assim pudesse fazer o que deve ser feito para deter A Longa Noite que chegou. Brynden acompanha Bran desde sua infância, talvez até mesmo antes do nascimento e talvez sempre soubesse de que ele não poderia enfrentar o exército dos mortos e influenciou a história de Bran para que este enfrentasse como o Corvo.

        Agora sobre a hipótese de onisciência.
        O poder de Bran ainda está se desenvolvendo, mas a série já demonstrou a amplitude de seu poder como traumatizar Hodor no passado com sua morte no futuro. Talvez uma manipulação temporal ou algo predestinado a se cumprir? A série irá encaminhar ele como um promissor jogador para enfrentar o exército de mortos, já que o Rei da Noite parece ter grandes poderes como descobrir onde a mente de Bran está no presente e com isso o tê-lo marcado para poder matar Brynden, este que já aparentava saber o seu destino.

        Nesse quesito acredito que Bran consiga estar em todos os lugares que deseja, pois na caverna quando em transe através do represeiro ele caminhou no meio do exército de mortos e observou sua família nos tempos áureos em Winterfell.

        Agora sobre Bran e Brynden, aparentemente eles como Corvos não desejavam ter grande influência nas tramas de Westeros se contentando apenas em observar. Se o desejassem poderiam ter feito facilmente.

  15. paulo jorge paulo jorge
    9 de agosto de 2017    

    um comentario meio nada a ver, mas pensando em termos de “historia” de westeros (que provavelmente nao sera abordado na serie), mas vcs ja pensaram o que pode significar em termos de consequencias futuras o fato de essa louca ter trazido um gigantesco contigente de “mongois/dothraki” para o continente westerosi? isso tem potencial de mudar completamente o equilibrio (?!) da forças em um futuro imaginario, com um impacto tao ou mais significativo que a chegada dos andalos ou dos primeiros homens em westeros…

    haha…como disse, meio off-topic, mas como exercicio de imaginacao eh interessante, uma vez terminado o reinado da daenerys (se eh que vai ocorrer), as implicacoes dessa “importacao” sao enormes (claro, isso se o night king nao congelar tudo…hehehe)

    boas resenhas wookie…acompanho sempre

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