D&D – Diário de Campanha [Capítulo 10]

E chegamos ao décimo capítulo do diário de campanha do Drunkwookie! Jogar 10 sessões de RPG, uma a cada semana exige comprometimento, tempo, e um bocado de sorte.

Fico feliz de ter conseguido jogar tanto de forma ininterrupta! E que venham mais 10 sessões!

Mas depois de muito pensar, acho que o segredo são os doces e os salgados. Impossível não comparecer na sessão.

Local – Underdark – Ano de 1487 (supostamente). 14 dias desde a chegada no Underdark. Explorando o Templo do Limo.

Personagens

captura-de-tela-2016-11-25-as-18-48-38Ulfgar Thonderrage

Raça – Anão das Colinas

Classe – Clérigo

Nível – 5º – Domínio da Tempestade

Divindade – Talos

Jogador – Diego (25 anos)

Resk da Árvore-Fantasma

Raça – Meio-Orc

Classe – Bárbaro

Nível – 5º- Caminho do Furioso

Jogador – Gabriel (10 anos)

Akmenos, o Faminto

Raça – Tielfing

Classe – Bruxo

Nível – 5º – Pacto do Tomo

Patrono – Grazzt

Jogador – Bruno (15 anos)

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Anteriormente… D&D – Diário de Campanha [Capítulo_09]

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PDMs

No estranho templo de corredores úmidos e paredes incrustadas com escritas confusas e vertiginosas, os heróis e aliados seguem pela única passagem disponível. Agua corrente preenche todo o piso, e ao que tudo indica o nível da água está subindo.

Topsy não está bem, alegando estar com uma fome que o impede de pensar direito. Turvy, seu gêmeo se preocupa. Shuushar teme ser algo relacionado ao local ou a situação estranha do Underdark.

Topsy se desgarra do grupo, correndo em direção ao desconhecido.

Resk corre atrás dele, porém sente um pulso mágico e logo o local fica totalmente escuro. Mesmo sua visão no escuro parece deixa-lo na mão.

Logo ele sente algo bloqueando sua visão e sua respiração.  Algo frio, de couro áspero se prende à sua cabeça.

Ulfgar percebe a escuridão mágica e tenta avisa o restante do grupo, mas suas palavras são abafadas também.  Mantos Negros, caem do teto buscando  uma presa para sufocar.

São quatro inimigos famintos que lutam pela sobrevivência.

Akmenos, com seu contragolpe infernal derrotou um manto negro imediatamente. Seu poder parece um pouco mais letal no Templo. (concedido +1d4 no dano pelo DM tendo em vista a rivalidade entre Grazzt e Juiblex).

A falta de visão quase causa a morte dos heróis, porém eles conseguem acabar com a ameaça.

Resk guarda sua adaga, uma arma tão pequena que achou nunca precisar usar, e se apressa para salvar o gnomo das profundezas enlouquecido.

Não sem antes, amarrar Stool em suas costas. O fungo não gosta muito, mas prefere pois não gosta de molhar suas patas.

O grupo escolhe o caminho da direita e seguem pelo local.

Em uma sala rústica com estranhas escritas em círculos grafadas nas paredes, eles encontram corpos no chão.

São 3 duergars com equipamento típico de aventureiros, pelo que Akmenos pode perceber – investigar (10) -.

Ulfgar percebe que os ferimentos foram causados por ácidos – natureza (13) -, mas não sabe de que tipos. Buppido acredita que esses duergars são mercenários Gracklstugh, a cidade militar dos anões das profundezas.

Das escritas em forma de vórtice das paredes norte e oeste uma espécie de líquido acinzentado escorre até o chão inundado. Derendil grita, amaldiçoando as criaturas que ofendem a beleza élfica de seu ser. Ele está infestado de limos despertos, com poderes psionicos.

Nada tão horrendo já foi visto em minha linda Gwynneth! Morram!

Uma pressão mental atinge Sarith, Ulfgar e Derendil, o quaggoth que jurar ter sido um elfo.

Ulfgar fica gravemente ferido – 15 PV dano – com o ataque psíquico dos Limos Cinzentos Psiônicos. Resk usa seu machado encontrado no campo de batalha drow, e consegue ao invocar sua fúria e com 3 golpes, acabar com um dos Limos.  Porém, o machado ficou todo corroído (-3 no dano). ele decide abandonar a arma e ficar com uma maça de um dos duergars mortos.

Sarith também perde sua espada, mas junto com Akmenos, conseguem derrotar a criatura amorfa.

O bárbaro meio-orc se lembra da espada de seu pai. Desde que fugira da prisão drow, não se lembrava de sua espada de família. Ele pensa em voltar para buscá-la, mas todos dizem que é loucura, Então ele decide que um dia voltará para recuperá-la.

Ulfgar cura o grupo e decide descansar. Porém, com a agua subindo, Shuushar aconselha a seguir, pois eles não sabem se encontrarão uma saída tão cedo.

Os corpos são revistados e na bota de um dos anões mortos é encontrado um mapa rasgado, quase impossível de entender e uma mensagem conservada em um tubo de pedra cinza.

A Tumba de Khaem guarda meu prêmio. Me tragam Alvorada e o resto pode ficar com vocês, cães gananciosos.

Não encontrando nenhum caminho nessa sala, o grupo retorna para o corredor anterior e tomam o caminho da esquerda. O corredor parece enfumaçado, ou parece haver uma película azulada tomando conta do corredor, enquanto um drow esqueleto flutua, ao lado de algumas moedas e uma espada.

Resk acha a espada melhor do que a sua recém encontrada maça. Ele decide pegá-la. E então é engolfado por um Cubo Gelatinoso.

O ácido da criatura atinge o bárbaro ao primeiro toque, mas ele não se vê impedido ao tentar retroceder.

Nossa! Um Meio-Orc! Nunca havia visto um! Vocês… Vocês todos…São da Superfície?

Ulfgar não acredita estar vendo um Cubo Gelatinoso… amigável. Depois de conversarem, eles descobrem que Glabbagool era um cubo gelatinoso, mas um dia despertou. Foi tocado pelo poder da Senhora sem Face, porém as ordens de Juiblex não pareciam interessantes e nem era diferente daquilo que ele fazia. Atacar, comer, derreter, comer, matar e comer.

Glabbagool descobriu um tipo de fome diferente ao despertar. Uma fome por conhecimento. Desde então ele ignora seus “irmãos” e tenta aprender sobre o mundo fora do Templo.

Ele pede para seguir com os heróis e é aceito como parte do grupo. Quando Glabbagool descobre que seus novos amigos procuram um gnomo das profundezas e uma saída, ele se alegra. Pois pode ajudar!

O avanço pelos corredores despertam a atenção de uma Gosma Ocre perigosíssima. Ela ataca com fúria e se divide quando é atingida por uma Rajada Mística de Akmenos.

Limos cinzentos psiônicos escorrem pelo corredor, atingindo  mente já perturbada dos heróis. Só resta correr pelo corredor inundado (a agua atinge quase 1 metro de altura)  enquanto Glabbagool tenta evitar o avanço de seus irmãos. Buppido e Resk fica gravemente ferido e Ulfgar conjura magias de cura para manter o grupo em pé.

No final do corredor Turvy avista seu irmão Topsy agachado, mastigando pedra.

Fome! Fome! Ela diz que temos fome!

Shuushar abraça o gnomo e sussurra algumas palavras de conforto. O gnomo parece acordar. Ele cospe as pedras e abraça o irmão.

Akmenos diz que não tem tempo para amenidades. E diz para seguirem.

Os heróis se vêem frente à 4 possíveis caminhos e se dividem em dois grupos, e utilizam as duas primeiras passagens.

Nesses corredores há armadilhas. É necessário uma passar por uma CD 15, em Percepção para perceber a grande vazada de metal no chão que cede assim que um peso maior que 15 quilos a aciona.

O grupo de Akmenos, Sarith, Buppido e Shuushar percebem, mas o grupo de Ulfgar, Resk, Derendil e Turvy, não.

O anão clérigo cai em um fosse de 6 metros, inundado. Resk tenta ajudá-lo mas parece que o fosso não é o único perigo. Acostumados com essas armadilhas, as criaturas que vivem no Templo do Limo aprenderam que presas fáceis se concentram no fosso.

Um Pudim Negro se desprende do teto assim que sente uma movimentação no fosso. Ácido e golpes duros atingem o seguidor de Talos – 27 PV -.

O Anão manda o grupo seguir e não voltar, não importa o que aconteça.

Off: Aqui aconteceu algo interessante. O clérigo iria morrer, porém ele pediu para usar seus pontos de Inspiração (2 até aquele momento) e solicitar ao seu Deus o poder para conjurar uma magia.

Discutimos o alcance do pedido e negociamos. A magia não podia ser de nível maior do que ele tinha acesso, nem ser uma magia ofensiva. O pedido do anão deixaria-o exausto, ao se esforçar tanto mentalmente, para falar com seu Deus, então todos seus slots seriam preenchidos após a magia ser conjurada e a magia escolhida deveria estar dentro do roleplaying.

O resultado foi lindo!

Solicitando a presença de Talos, Ulfgar foi agraciado por seu senhor, porém teve que prometer, uma vez mais que a corrupção e os fracos seriam varridos dos pátios de sua Igreja.

O anão conjurou Mesclar-se às Rocha. E se protegeu.

Resk lidera o grupo, mas está preocupado. Acha que o amigo morreu.

No final do corredor ele encontra seus amigos lutando contra um Pudim Negro enorme que bloqueia a passagem para a área 5.

O templo inunda cada vez mais e o tempo passa a ser um novo inimigo. Akmenos com a ajuda de Resk derrotam o Pudim Negro e chegam à area 5.

Ali eles descobrem que a sala é um local de adoração, sem saída.

Essa câmara que guarda uma estranha e retorcida fonte de água negra cristalizada. Do teto é possível ver uma fenda de onde jorra água.

Shuushar acredita que, pela pressão da água, acima daquele domo fica o Lago Negro. Então, eles poderiam nadar até a superfície do lago, caso alcançassem o teto. São 8 metros, até o teto da câmara.

Glabbagool alcança os heróis impede o avanço de mais pudins negros que brotam das paredes, tentando entrar na câmara de Adoração.

Akmenos encontra moedas e armas jogadas no junto da fonte. Ali ele ve uma adaga de jade. Ele decide pegá-la, mas ao tocar na água negra ele percebe que tudo aquilo eram  4 Limos Cinzentos em estado estático e vitrificado para emular e glorificar as formas de Juiblex.

Incomodados, os limos se voltam contra os heróis. O bruxo é gravemente ferido, quando os Limos Cinzentos se enroscam e evocam o aspecto de Juiblex. 

Um grande jorro de energia psíquica, conectadas, reduzem o tiefling à 1 PV. Sem clérigo para curar, com a câmara cheia de água, Akmenos gasta seu ponto de inspiração e tenta invocar o Aspecto de seu patrono.

Se a guerra de Grazzt é contra Juiblex, que ele me use como instrumento e venha, encarar seu inimigo.

A luta das entidades acontece no campo psíquico, mas resquícios de energia atingem fisicamente todos na sala. Todos ali são feridos. Akmenos, cai desacordado.

Entre a vida e a morte, os heróis precisam decidir rápido.

Resk começa a escalar a parede, com o intuito de chegar até a fissura e quebra-la com sua força, para que mais agua adentre a câmara. ele ordena que o  cubo feche a porta com seu corpo para que a sala se encha de água mais rápido.

Shuushar fica com Akmenos em seus dos braços orando para Blibdoolpoolp  a deusa de sua raça.

Topsy e Turvy sobem nas costas de Sarith.

Glabbagool veda a porta, fechando as frestas do corredor e evitando que a agua flua para fora da câmara. Um teste de Morte é exigido de Akmenos. Ele falha.

Ulfgar sai das rochas ao perceber que o Pudim Negro se afastou. Ele segue na direção da porta lacrada por Glabbagool. Ele entende o que está havendo. Impedido de entrar, sem que a água baixe e prejudique o avanço dos amigos, ele pede para Glabbagool continuar firme e atravessa o cubo gelatinoso, sofrendo danos, e mas ainda vivo.

A câmara fica completamente inundada e todos nadam para a superfície do Lago Negro. Após nadarem rumo ao desconhecido, abaixo deles o teto do Templo do Limo desaba, puxando todos para baixo.

A dificuldade para nadar – CD 15 – aumenta e Buppido quase morre afogado.

Porém, todos chegam na superfície de um estranho lago. Logo a frente, uma praia de terras escuras. O curioso Glabbagool subiu para a superfície também e não foi soterrado. Sua curiosidade o salvou.

Parece que chegaram ao Lago Negro. Akmenos tem sucesso em seu teste de morte, mas ainda está próximo da morte.

Em seu sono à beira da morte, Grazzt fala com ele. Fala sobre a Tumba de Khaem, local onde estão prêmios em pagamento a coragem do tiefling. O patrono até fala um pouco sobre o que está havendo.

Se o bruxo viver, ele poderá contar para seus amigos.

Ulfgar toma seu lugar como líder. Parece que os perigos no Templo do Limo foram suficientes para mostrar o quão mortal o Underdark pode ser.

Reúnam-se na praia, se armem! Formem um círculo! Estejam preparados. Resk, coloque Akmenos na areia, precisamos salvá-lo, mesmo sem magia.

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Observações

A liberalidade, tanto para acesso de magias que não poderiam ser conjuradas e a invocação do Aspecto de Grazzt para derrotar 4 limos cinzentos psiônicos instantaneamente, foram momentos muito divertidos na mesa.

Manteve o grupo focado na história, com medo, surpresos, tudo o que busco em uma boa sessão.

A Tumba de Khaem inserida na trama é do próprio Out of The Abyss.  Com uma leitura prévia de todo material, eu consegui encaixar cada elemento dentro da realidade do grupo.

Agora eles tem o mapa do lugar, Akmenos tem a missão.

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